PRESENÇA

Posted: 04/01/2012 in A vespa poética


Do alto da ponte elevada pavimentada pelo seu ego petrificante

Vejo o sol escuro da ignorância que cerceia teus dias

Declamando sua insolente verborragia, proclamando o caos da sua alma conturbada,

Ora paz, ora enxurrada de desespero e dor.

É assim que constrói-se a morada avulsa de um peito estreito

Onde cabe a miséria humana, a hipocrisia circundante que mascara os medos,

As nuvens de sentimentos tortos disfarçados de crença na santidade,

Tudo na morada avulsa cabe, exceto a presença suave contida em uma

palavra tão usada, em vão, de significado deturpado e realidade esquecida,

Pouco vivenciada, muito desejada

morada definitiva da serenidade, da constância e da caridade

Aquele que expande o que está estreito em nossa alma, ilumina o que é obscuro  em nossos desejos

e se espalha tão facilmente…


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