Passeios

Posted: 22/01/2012 in A vespa poética, Uncategorized
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Eu caminhava sozinha
acolhida pela multidão
Nas mãos carregava sonhos,
Nos sapatos, pétalas de rosas
Na boca um quase sorriso
No peito uma quase dor
Dentro da cabeça _ o silêncio
E na voz o rancor das horas que deixei
despedaçar pelo caminho
Na barriga o frio do primeiro beijo
No sorriso o calor da inocência de quem
aprendeu fácil a semear liberdade
E assim passeava, eu sozinha,
buscando lendas nas fendas do infinito
Céu
Construo o que vejo fluindo reverências
próprias
Aos pássaros que notam que meus passos
já nem tocam mais o chão
E assim eu continuo, sem possibilidade de queda
Na impossibilidade infeliz do voo
Eu sozinha, vou brincando de ser feliz
Preocupada em não me deixar contaminar pela
realidade_ na inutilidade das verdades que guardei
Quando acreditava ser eu mesma
Ainda parte das inversões impessoais
contidas na multidão que me segue
enquanto continuo…

joice berth

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