Posted: 28/02/2012 in A vespa poética

Vida própria

Hoje a dor não me parece um incômodo

É uma sombra da expressão do invólucro formado pelas vivências

que acumulo, ao longo da estrada.

Não tenho como correr, suas raízes me acompanham

Empesteadas por uma fina ironia dos céus

que se pronunciam e nunca anunciam as suas particularidades

visto que fazem por onde serem genéricas,

compartilhada por inúmeras vidas que encontro à esmo, perambulando

pelas estradas indefinidas do acaso

Não é racional cultivá-la, não é ato de bravura subjugá-la

Mas não se iludam nem se esvaziem

tentando dar verdade à sua função

Só quem se delicia com ela alcança sua finalidade

No útero de toda dor, reside estupefata e marota

A essência perturbadora da felicidade

Tentando a cada intervalo dos suspiros sofridos

calar a razão de quem a busca desenfreadamente

nas veias do impalpável.

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