Extrusão provisória ou o efeito lobo sem dono

Posted: 21/05/2012 in A vespa poética

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Ai como a vida é suave sob o olhar frio da lua

Até tiro o véu das aparências e ponho por cima da cama

Tiro de baixo dos meus lençóis minhas sutilezas de menina

Tiro da noite escura mil juras de perdão

Visto a imagem que me quiserem ver, fico revestida pela neblina

das línguas impuras

Esqueço a última chuva, chuto pedras e me quebro em mil pedaços de sólida doçura

Remendo meus amores rasgados nos calores, na exaustão.

Enxugo o suor amargo daqueles que odeiam as banalidades do acaso

Sigo despetalando as margaridas da arrogância, reviro meu ego prostrado

Piso sem medo nos imensos territórios das neuroses coletivas

Compartilho minhas facilidades com esse mundo que rejeita

Absorvo tudo que é improvável, questiono as respostas

Durmo em bordéis assexuados

Cuspo  valsas,

Escolho  palavras  falsas, me deito na verdade contida em todas as ironias

Esqueço minha capa insalubre ao sabor do vento

Debocho da minha própria promiscuidade

Só poder dançar sem destino, sob o olhar frio da lua

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Comentários
  1. Belo poema. Gostei, deveras. Iniciou no carnal e desembocou no social. Por mim, eu manteria a pegada sensual do início do texto até o fim. Se assim o fizer, chegará à sublime foto da materialidade sexual.
    São simples parlas de um leitor embevecido. O dito já me o suficiente para me maravilhar, apenas divisei uma nuança.

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