Ladainha…

Posted: 30/05/2012 in A vespa poética

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Ladainha

A mesma reza e meus excessos não se medem

Ao contrário das virtudes da conveniência: imensuráveis.

Quando todos oferecem o riso sincero, a leveza mete o pé na porta

A vida como uma obra expressionista,

Não permite conter afetos

Como numa cena de novela antiga, as verdades esperam beijos finais

Estive também esperando um sinal

No final dos tempos

A ventania inaudível da angustia

Meu tempo calou-se, de tanto eco que fez,

Não percebi tua partida

Ainda aprecio teu fel

Na ânsia de indeterminar tua subida

Da última vez que estivemos de frente

Eu, arrefecida pela tua verdade, estremeci.

Minha coragem expirou-se, criou asas!

Desculpe dizer, mas tua inocência é uma farsa

Do mesmo lugar de onde sai

Vou plantar minhas decadências

Com dúzias de crianças, vou sentar na terra.

Esperar brotar o que produz saudade

Dentro da minha insanidade

A alegria do teu irretocável retorno

Beirando o contorno do meu incrédulo sorriso.

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Comentários
  1. Tânia Consuelo diz:

    Muito bom!

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