Arquivo de Junho, 2012

Mistérios ditosos

Posted: 28/06/2012 in A vespa poética

 

Sinto minha boca se dissolver em sua absoluta profusão

É na carne que acumulas seus maiores tormentos

O meu se acomoda na tua ausência,

Mas ainda assim eu sinto

Apesar da tua lucidez que é a sua beleza

Nas saliências das flores, perdido em suas certezas

Eu te devolvo minha ironia

Te resguardo da minha alegria

Por que um dia, já alimentei tuas insônias

e se hoje lidero esse movimento inverso

de fuga dos teus beijos

A razão foi a vasta caligrafia que escreveu o passado em nós

E na ponta da caneta, o gosto era tão amargo

Quanto a voz assassina da minha vaidade

Na liberdade que me negava eu voava

cada vez mais pra dentro de mim

Assim já posso te esquecer em paz.

Se ele não te quer

De certo não te merece

Sem perder tempo: esquece!!

Oremus!

Posted: 28/06/2012 in A vespa poética

 

Oh forças possíveis e cabíveis que regem constrangidas nossos miseráveis dias, temerosos tempos hodiernos!

Livrem-nos dos tentáculos impiedosos que escarram desses seres empedernidos por anseios de prazeres reprimidos e acumulados em detrimento de seus delírios autoflagelares.

Cuidem para que não nos aflijam em movimentos cínicos na danação de nossos espíritos libertários, que banhados na serenidade da conduta respeitosa à vontade alheia, vagam desprotegidos pelas veredas alegres da bem-aventurança conquistada pelo exercício do desprendimento de nossas vaidades cavernosas.

Livrem-nos de seus rancores ignóbeis e seus argumentos injustificáveis fragmentados na pedra perversa do surrealismo guiado na contramão do onipotente.

Olhem por nossas virtudes que não se identificam com a falta de compaixão e com os julgamentos vazios de caridade desses seres que ensaiados pelo ócio podre de suas mentes sem caridade, tentam zerar os estímulos ao progresso criativo das futuras gerações.

Protegei-nos, por misericórdia, da bestialidade desses pretensiosos travestidos de zeladores da moral dúbia da qual são produtores orgulhos e monstruosos.

Limitem a ação desprezível desses abutres corrompidos pelos próprios medos, pelas próprias ambições falidas.

Que suas misérias pessoais não nos empobreçam a razão.

Que suas impressões forjadas no âmago de seus dissabores e delírios de retidão não nos tolham a paz erigida sob o respeito à unicidade de nossos irmãos de permanência na Terra.

E que, o véu pérfido que envolve suas auras subjugadas pela arrogância feroz encobrindo suas escassas películas de lucidez, escorreguem para que a luz da bondade verdadeira e do amor absoluto possa tomá-los irreversivelmente, salvando-os da consumição de suas perturbações carnais que aguçam a sede de perpetuar a ignorância e descrença na verdade única de que somos todos um.

Que assim seja sob custódia do nosso bom senso!

 

Poema; Joice Berth

Fotografia : Christian Cravo

http://www.christiancravo.com

Posted: 26/06/2012 in A vespa imagética

É assim…

Posted: 11/06/2012 in A vespa poética, Uncategorized

A vida deve caminhar por uma quantidade necessária de inconsequências,

E assim na realeza dos sentidos nenhum tormento será eficiente.

São tantas possibilidades metrificadas por beijos urgentes.

E dessas mesmas bocas quando as palavras na mais absoluta indolência

aglutinam o mel do momento ouvidos sedentos de carinhos

explodem na casualidade dos encontros.

E no instante em que a minha confusão encontra a sua lucidez

quem pode responder pelas nossas faltas?

O desejo nasceu…agora é tarde para renunciar a próxima vez.