Mistérios ditosos

Posted: 28/06/2012 in A vespa poética

 

Sinto minha boca se dissolver em sua absoluta profusão

É na carne que acumulas seus maiores tormentos

O meu se acomoda na tua ausência,

Mas ainda assim eu sinto

Apesar da tua lucidez que é a sua beleza

Nas saliências das flores, perdido em suas certezas

Eu te devolvo minha ironia

Te resguardo da minha alegria

Por que um dia, já alimentei tuas insônias

e se hoje lidero esse movimento inverso

de fuga dos teus beijos

A razão foi a vasta caligrafia que escreveu o passado em nós

E na ponta da caneta, o gosto era tão amargo

Quanto a voz assassina da minha vaidade

Na liberdade que me negava eu voava

cada vez mais pra dentro de mim

Assim já posso te esquecer em paz.

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