Arquivo de Dezembro, 2012

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Tudo que eu sei sobre…

Amor?

Fratura exposta.

Desatino gritante. Desnecessário?

Fundamental como a sujeira do corpo.

Manipulador perverso da santíssima trindade:

Dor, Ardor, Torpor.

Centelha de adeus à lucidez.

Supressão questionável dos sentidos.

Alegria vigilante. Viva.

Uma dívida.

Um colo.

Um soco no estômago.

Palavra presa na boca.

Dança solitária em praça pública.

Dúvida eterna.

Pernas escancaradas de mulher parindo.

Pernas entrelaçadas de mulher trepando.

Pernas trêmulas de mulher desejando.

Sorriso vazio.

Memória de futuro.

E luz! Muita Luz!

Todas as luzes internas acesas.

Farol iluminando o olhar obsceno da noite.

Travelling

Posted: 09/12/2012 in A vespa poética

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Travelling

Procurando em círculos, os nós da compreensão.

Que sejam desfeitos.

Para desespero da ciência cética.

Vidas perdidas de tantos homens!

Não há luz que ilumine delinquências.

Procurando em círculos

Pés plantados na urgência

Não há tempo!

Cautelosos!

Mil corações fecharão  portas.

Vontade humana de deitar no ventre do universo.

E reincidir o contrato com a paz. Romper com a guerra.

A compaixão ressentida perdeu-se pelos caminhos

da dúvida.

Devo ancorar meu pensamento no cinismo inerte dos homens de boa vontade?

O êxtase não se estabelecerá na selva cinza.

O sexo não encontrará o gozo.

Também tenho teto de vidro.

Meu custo é pouco e o amor não é moeda de troca.

Nada me purifica.

Meus medos não se sustentam.

E que nada nos resgate do abismo.

Merecedor que sou,

Pela cumplicidade

que dorme em meu silêncio,

enquanto

compartilho a culpa com os criadores do caos.

Euforia

Posted: 09/12/2012 in A vespa poética

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Euforia

 O astro-rei suspenso na tela azul.

Visão fundamental da alegria.

Calor pronunciado.

Lástimas de outrora, derretidas pela euforia.

Espaço vago para o intangível.

Ânsia pela alegoria do amor.

Busca indignada,

Ostentando a moldura de tantos verões.

Suor dos corpos exalando imperfeições.

Anuncio concreto de novas paixões

Dilacerantes serão os beijos,

Conforto inteligível nos abraços

Mundo dorme carinhoso em meus braços?

Cenas de grotesca cumplicidade.

A tenda milagrosa da certeza.

Minha memória no cio.  

Alimento da vida? O acaso.

Deuses conspiram nossos destinos

Vislumbram o óbvio.

E continuam loucos!

Fato? Quem contesta sabe:

O sol dissolverá o sal da vida.