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A obra de Vladimir Maiakóvski.

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dia

Posted: 22/04/2014 in Uncategorized

dia

noite

Posted: 22/04/2014 in Uncategorized

noite

 

Das delicadezas que escravizam pela visão

Nasce uma dúvida

E se eu fosse uma gota de mar ou de lago

De rio ou de cascata

Meu ponto de equilíbrio seria a leveza do toque

Ou talvez a sonoridade que fica ausente na sombra

Meu ponto de equilíbrio seria uma ponte entre o agora

E o dia que amanhece cinza

Seria a promessa do beijo que morre

Seria uma cama de nuvem que flutua pelo corpo,

Internamente

Seria o grito da Deusa decadente

Sendo desvirginada

Nada seria meu ponto de equilíbrio

Eu mesmo me respondo

Sendo eu uma gota de qualquer junção de líquido

Pequena como a lágrima ou grande como o oceano

Ter um ponto de equilíbrio me anularia

Sendo a gota um ensaio de ser humano

Melhor seria aceitar a dor da vida

De que o equilíbrio produz no peito

A cerca de arame que limita as experiências.

Sendo gota, em mim o nada finda.

Sendo gota somos, nós, a embriaguez da leveza

E a possibilidade cintilante de muitos amanhãs.

 

Haicais

Posted: 04/01/2014 in A vespa poética

I

O grito da Lua

Ribomba em todo coração

Se recompor do Sol é sua aptidão

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II

Pássaro vadio

Por sobre as flores avoa

Foi refrescar-se na garoa

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III

Pássaro amarelo filho do Sol

Bate asas de alegria

Acendeu a luz do dia

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IV

Esse mar azul onde peixe peleja

Quebra no peito

A pedra da tristeza

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V

Lua não beija porque não tem boca

A fala da mãe

Deixou a menina oca

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VI

Têm flores aqui, flores aí

Flores em toda rua

É cama pra deitar nua